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Manaus e Pres. Figueiredo, AM

 

Fomos para a região amazônica aproveitando milhagem de companhia aérea. Achamos que é uma boa, pois Manaus é longe prá chuchu. Sendo assim, essa opção se torna mais econômica, pois a passagem aérea é muito cara.  Ficamos cinco dias na região, mas poderíamos ter ficado mais tempo. Essa região oferece  programas para uma semana, pelo menos.

Manaus é impressionante. Quando o avião está pousando, você pode ver uma ilha de concreto no meio da floresta. É Manaus, a capital do Amazonas. A cidade está incrustada no meio da floresta. Mas, por incrível que pareça, a cidade não é arborizada. Poucas árvores fazem sombra nas ruas, onde o calor toma conta de tudo e de todos.

            Manaus bem que poderia ser considerado um destino internacional. É tão distante e tão diferente que nós nos sentimos “num Brasil que o brasileiro não conhece”.

            A primeira diferença sentida é o clima. Faz muito calor na Amazônia, um calor intenso e úmido. Tanto que a maioria dos lugares fechados possui ar condicionado, incluindo os carros.  Outra grande diferença observada de “prima” é a constituição da população. Houve uma miscigenação intensa entre os portugueses e negros com os indígenas, sendo a maioria da população composta por  mamelucos e cafuzos. Essa característica acrescenta aos nativos outros traços, não comuns para nós, que moramos ao sul do Brasil

            E para aqueles que acham que mata é mata, tudo igual pois tem árvore, se dá conta que sua percepção pode ser ampliada. A floresta amazônica é bem diferente dos outros ecossistemas. A floresta é mais densa, mais alta e mais úmida. Tem igapós, mata primária, secundária, pouquíssima  mata rasteira. Com essa diversidade de vegetação, frutas para nós exóticas, lá são comuns: taperebá, açaí, buriti, graviola, tucumã, bacuri, guaraná, cupuaçu entre outras. Essas frutas são facilmente encontradas em forma de deliciosos sorvetes, nas muitas sorveterias que existem na cidade.

 

 

              

                Se por um lado, a flora amazônica salta à vista, a fauna não é tão deslumbrante.  Ou pelo menos nós não vimos essa exuberância toda. Pudemos ver algumas aves como araras e papagaios, além de jacarés, piranhas, boto cor-de-rosa e alguns micos (macacos). Mas tínhamos uma expectativa de avistarmos uma quantidade maior de animais na selva amazônica.  Um fator significativo que deve ser levado em conta é o período da viagem. Entre junho e novembro é o período em que chove menos, os rios ficam com menos água e os peixes se concentram em um espaço menor chamando os outros animais para se alimentarem lá – e assim fica mais fácil vê-los.

 

 

O mais bonitinho que vimos foi o boto cor-de-rosa, que vive nas águas do rio Negro. Em Novo Airão, tem um bar que alimenta os botos com peixes, sempre no mesmo horário. Dito isso, podemos dizer que são botos domesticados. Nós os alimentamos e eles são macios e simpáticos. Além de gorduchinhos...

 

 

                No quesito animais, dois aspectos nos chamaram a atenção: mosquitos e formigas. No rio Negro, nenhum mosquito te ataca. Isso porque o rio Negro tem uma composição mais ácida com isso eles não proliferam. Agora, prepare-se!  Mosquitos te atacam quando você faz trilha no mato. Fomos picados até na cabeça! E sim, passamos repelente e tomamos complexo B por duas semanas antes.

 

 

                Com relação às formigas, no passeio de barco até Novo Airão, contam uma lenda que a antiga cidade de Airão foi completamente tomada pelas formigas, e as pessoas tiveram que formar nova cidade do outro do. Óbvio, não foram apenas as formigas as responsáveis pela destruição da cidade. Houve problemas de ordem política e geográfica. Mas que eu vi muita formiga enorme passeando pela cidade nova, eu vi.            

Ainda em Novo Airão, além de formigas e botos, a cidade conta com estaleiros e com um artesanato diferenciado. Criado por um sueco,Jean Daniel Vallotton, a fundação Almerinda Malaquias utiliza sobras do estaleiro naval, entre outras, para produzir peças que são exportadas. Ensina os artesãos a criar arte de forma ecologicamente responsável e economicamente viável.

 

                Novo Airão fica próxima as Anavilhanas, arquipélago fluvial composto por 400 ilhas no Rio Negro, nas imediações de Manaus. Nessas imediações, se localizam alguns  dos “hotéis de selva”. O que oferecem esses hotéis? São hotéis que se localizam na Floresta Amazônica e você pode vivenciar a natureza de uma forma mais intensa. Basicamente, os passeios são os mesmos em todos os hotéis: pescar piranhas, assistir o amanhecer no rio, focagem de jacaré à noite, realizar uma pequena trilha na mata onde você terá contato com algumas espécies de árvores utilizadas para fins medicinais e cosméticos.  Mas são atividades únicas, que podem ser realizadas apenas lá.  

 

 



               


        Saindo da selva, em Manaus, realizamos programas mais urbanos.  Manaus foi uma cidade muito rica. Prova disso, é o grande Teatro Municipal construído na época á

urea da cidade durante o período da extração da borracha. A obra foi bem ambiciosa. O resultado é belíssimo e luxuoso. Contrataram artista italiano para decorar, compraram artigos franceses, a madeira utilizada no chão é pau-brasil e importada, as telhas vitrificadas são portuguesas, os candelabros venezianos de Murano, e por aí vai.

 


 

 


Foi na saída do Teatro Municipal que provamos a comida mais exótica da viagem: o tacacá. Tacacá é um caldo, servido bem quente e numa cuia, a base de mandioca brava, camarão desidratado e folhas de jambu. O sabor é único e forte. O mais diferentão no tacacá foi o jambu, que quando você morde, anestesia a língua. Bizarro.

 

 



Também fizemos o encontro das águas, um passeio de barco que percorre um trecho do encontro do rio Negro (escuro) e Solimões (barrento). Desse encontro nasce o rio Amazonas. Muito interessante!

Passeamos bastante pela cidade e, nesses passeios, vimos o pôr-do-sol em Ponta Negra, um dos locais mais animados da região. Os quiosques com música ao vivo ajudam nessa animação.

 

Próximo a Manaus, a aproximadamente 120 km ao norte, com acesso por uma estrada excelentemente pavimentada e sinalizada, a BR 174, chega-se a Presidente Figueiredo. Cidade conhecida por suas cachoeiras, Presidente realmente honra a fama. São 45 cachoeiras catalogadas, fora as não catalogadas que dizem chegar a 100!

 

Alugamos um carro para ir até essa cidade e o programa foi realizar um  bate-e-volta. Por isso, não aproveitamos tanto quanto gostaríamos. Além disso, recomendamos contratar um guia local. Apesar de a estrada ser bem sinalizada, as cachoeiras não são, e tivemos dificuldade de encontrar o acesso a elas.

 

 

Visitamos apenas três cachoeiras: a Iracema, a Araras (essas duas ficam na mesma propriedade/paga-se taxa de visita) e a das Orquídeas, que fica num parque municipal e tem entrada franca. Para se chegar a essas cachoeiras, faz-se uma trilha fácil e curta, quase sempre caminhando sob tábuas de madeira, evitando o contato direto com o solo. Nos trechos que não havia esse tablado, havia um emaranhado de raízes de árvores, conferido ao chão beleza singular.

 


Diferentemente de outras tantas cachoeiras conhecidas pela gente uma característica chamou mais a atenção: as cachoeiras tem mais volume e possuem correnteza forte. Cuidado ao nadar!



Também na propriedade da Iracema e das Araras, fica uma gruta chamada de Palácio do Galo da Serra.

 

 

                Encontrar essas cachoeiras tão perto de Manaus e no meio da Amazônia fez nossa viagem ser mais especial. Indico sempre que alguém vai visitar essa região a conhecer essas outras belezas amazônicas, que não são muito divulgadas.

 

 


 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
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