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Dicas

Guiné
 
 
Quando ir: a Chapada é boa sempre. De agosto a novembro o clima está mais seco e podem ocorrer quiemadas. Nós fomos sempre em janeiro, com alguns dias mais encobertos e outros com chuvinha. Para nós não atrapalhou.
Onde ficar: na Chapada tem opções para todos os bolsos e gostos, de hotéis 4 estrelas a quartos compartilhados e campings. Só não tem um hostel decente, por sinal, um negócio que seria bem interessante de se desenvolver. Votamos na Estalagem do Alcino, em Lençóis, como melhor hospedagem, companhia e conversa! 
 
 
Estalagem de Alcino
 
 
Comidas: tem um restaurante interessante que se chama “Cozinha Aberta”, em Lençóis. Por sinal, a cidade de Lençóis possui um um circuito gastronômico interessantíssimo. Tem de tudo: crepes, sanduíches, comida italiana, comida baiana (ah minha galinhada com pequi). Além disso, existem pratos de garimpo, que utilizam a palma (uma espécie de cacto). Experimentar não mata, parece um palmito. Também tem pastel de jaca (comemos um perto da trilha pra Fumaça delicioso!) e uma pizza na pedra e com suco de maracujá e mel no Capão. Foi na chapada, mais precisamente em Rio de Contas, que descobrimos o pequi, um fruto que você ama ou odeia. Para as trilhas e caminhadas é importante levar pequenos lanches. Já bebemos muita água de rio durante as trilhas mas sempre siga a orientação do guia a esse respeito. A água da chapada é escura, dizem que tem muito ferro e que pode desarranjar intestinos mais sensíveis.
 
 
O jambo mais doce!
 
 

Coisa chata: tem uma coisa insuportável: as mutucas. Não adianta, nas trilhas as mutucas sempre nos fazem companhia, zumbindo irritantemente nos seus ouvidos. Não consegui desenvolver técnica de não atraí-las. Lá pro final da viagem você se acostuma com elas.

Como se movimentar: existe a opção de se chegar de avião, pois Lençóis tem aeroporto. Das quatro vezes que fomos, três fomos com carro próprio e uma, alugamos um carro em Salvador. Existem muitas atrações e estar com um carro pode fazer diferença nos deslocamentos. Se estiver sem, pode fechar passeios com agências que levam até a atração ou contar com a sorte da carona solidária. Mas esqueça transporte público! Até entre as cidades o negócio é complicado. As estradas estavam melhores em 2009, mas geralmente são comprometidas, muitas vezes perigosas. Cuidado!
 
 
Os umbuzeiros na dolina dos Impossíveis
 
 
O que levar: roupas leves e confortáveis para as trilhas, roupas de banho, tênis amaciado, boné, repelente, protetor solar e óculos escuros são imprescindíveis. Vale a pena carregar a caixinha de primeiros socorros com microporo (embrulhe sempre seus dedinhos!), faixas, mertiolate, remédios de uso comum (dor de cabeça, febre, mal estar...). Bússula, canivete suíço e lanterna (de prender na cabeça) podem fazer falta. E saquinho para carregar lixo. Tem que ter!

Infraestrutura: para entrar no parque, você não paga nada. E não recebe nenhuma informação também! Não existe marcação de trilhas ou mapas dentro do Parque. Por sinal, não existe uma demarcação de onde se começa o parque nacional. Para se ter idéia, vacas ainda pastam pelo vale do rio Preto e outros pontos dentro da área de preservação nacional! Vacas pisoteando as sempre vivas!!! É impossível achar que é assim mesmo, principalmente depois de conhecer alguns parques em outros países!  Sendo uma atração  paga você consegue algumas informações. Mas mesmo assim: pesquise bastante antes sair da sua casa, se informe com os locais e invista em guias credenciados para realizar caminhadas mais longas.

 
Cidades: 

Lençóis: de longe, a cidade com mais infraestrutura ao turista. Tem dezenas de hotéis, restaurantes e agências de eco turismo. Mas é cidade grande e cheia de gente.

Para nós, é querida, pois sempre há os lençóis de Alcino, mesa e coração fartos.

Mucugê: na beira da rodovia, fica a cidade de Mucugê, pequena e agradável. Também tem bons restaurantes e hotéis, mas é pacata, tranqüila. Para fazer o Buracão é melhor pousar por lá, fica mais perto.

Rio de Contas: Cidade tombada pelo patrimônio histórico = cidade fofa! Rio de Contas é a pérola da Chapada! Casas super bem cuidadas, cidade limpa e organizada, um povo super amistoso...não deixe de conhecer e de se encantar por essa cidade que foi uma das mais ricas da Bahia na época do ouro. Para se ter idéia, rosas são cultivadas nos canteiros da cidade. E ninguém arranca não! Assista ao filme “Abril despedaçado”, tem uma parte que foi locada lá.
 
 
Igreja de Rio de Contas
 
 
Vale do Capão: não é cidade, é uma vila da cidade de Palmeiras. É um lugar meio hippie-místico-alternativo, de astral super pra cima! Com lojinhas simpáticas e muitos trekkeiros, é ponto de chegada e partida de várias trilhas que passam pelo parque.
 
 
 
 
 Meninos vendendo umbu na estrada.
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